24 horas de Músicas adoração

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os cristãos e as 'boas obras'








Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo demonstra que os homens que dão ouvidos às fábulas judaicas e a mandamentos de homens são reprováveis para toda boa obra, pois são desobedientes e abomináveis diante de Deus, pois não creem em Cristo ( Tt 1:14 -15).
 
“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 )
Recentemente ouvi em um ensinamento bíblico que muitos cristãos se esquivam de praticarem ‘boas obras’ para fugirem da ideia da salvação pelas obras, ao passo que os espíritas e católicos praticam ‘boas obras’ e os evangélicos em geral tem ignorado a importância espiritual delas. O pregador enfatizou de diversas formas que é necessário aos cristãos praticarem ‘boas obras’ e apresentou como argumento suficiente para embasar e concluir sua exposição o verso 10 de Efésios 2: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.
Num primeiro momento a exposição de que os cristãos têm o dever de praticar as boas obras parece fazer sentido, porém, quando ele afirma que os cristãos negligenciam as ‘boas obras’ enquanto os espíritas e os católicos sobressaem nesta área, deixa claro que a argumentação do pregador deriva de uma lógica simplista, o que me levou a questionar: será que o ensinamento deste pregador é correto? O versículo citado foi interpretado corretamente?
É imprescindível ao interprete da bíblia analisar todo e qualquer versículo à luz de todos os pontos das Escrituras que fazem referencia ao tema para ter segurança quanto à interpretação do texto. Antes de iniciar a analise do verso: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 ), faz-se necessário ao interprete se esvaziar de seus próprios conceitos, pois eles influenciam diretamente a interpretação.
Em segundo lugar, vale salientar que a tradução bíblica que utilizamos foi feita por um padre, o Pe. João Ferreira de Almeida, que apesar da maravilhosa tradução que produziu, estava à mercê de uma concepção doutrinária que louvava a filantropia. Portanto, há pontos específicos na tradução que utilizamos que merecem um cuidado maior quando analisado, pois uma concepção de que a filantropia é um meio de se alcançar a salvação, ou que esmolar aproxima o homem de Deus demonstra certa influencia na tradução, e o tema boas obras merecem uma atenção específica.
"Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo" ( Lc 11:41 )
Basta esmolar que o interior e o exterior do copo ficam limpos? O que limpa o homem do pecado é o sangue de Jesus ou o ato de dar esmolas? "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" ( 1Jo 1:7 ); "Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro" ( 1Pd 1:22 ); "Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra" ( Ef 5:26 ).
Analisando os termos traduzidos por ‘obra’, temos:
έργον, ου, το trabalho1. ato, ação Lc 24.19; Cl 3.17; 2 Ts 2.17; Hb 4.3, 4, 10; Tg 2.14ss. Manifestação, prova prática Rm 2.15; Ef 4.12; 1 Ts 1.3; 2 Ts 1.11; Tg 1.4. Ato, realização Mt 11.2; Mc 14.6; Lc 11.48; Jo 3.19, 20s; 6.28s; 7.3, 21; 10.25, 37s.; At 9.36; Rm 3.20, 28; Cl 1.10; Hb 6.1; Tg 3.13; Ap 15.3.— 2. trabalho, tarefa, ocupação Mc 13.34; Jo 17.4; At 14.26; 5.38; 1 Co 15.58; 2 Tm 4.5.—3. trabalho, no sentido passivo, indicando o produto do trabalho At 7.41; 1 Co 3.13, 14, 15; Hb 1.10; 2 Pe 3.10; 1 Jo 3.8.—4. coisa, matéria At 5.38; talvez 1 Tm 3.1. [ergometria] 
ένεργέω1. trabalhar, estar trabalhando,operar, ser efetivo at Mc 6.14; Gl 2.8; Ef 2.2. το θέλειν και το έ. α vontade e acão Fp 2.13b. Méd. trabalhar Rm 7.5; 2 Co 4.12; Ef 3.20; 1 Ts 2.13; tornar-se efetivo 2 Co 1.6. δέησις έ. poder efetivo Tg 5.16.—2. trabalhar, produzir, efetuar 1 Co 12.6; Ef 1.11; 2.2; Fp 2.13a. Léxico do Novo Testamento Grego / Português, F. Wilbur Gingrich, Revisado por Frederick W. Danker, Tradução de Júlio Ρ. Τ. Zabatiero.
É suficiente socorrer-nos de um dicionário para compreendermos a proposta de Cristo e dos seus apóstolos? É plenamente compreensível quando o termo ‘obra’ é empregado como ocupação,  por exemplo: Marcos 13, verso 34. Mas, como compreender o termo ‘obra’ quando ele é utilizado para demonstrar que a paciência é uma ‘obra’ que a fé realiza? “Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” ( Tg 1:3 -4).
O mesmo termo empregado pelo apóstolo Paulo na carta aos Efésios, verso 10, capitulo 2, é empregado na carta aos Colossenses capítulo primeiro, verso 10. Compare:
“Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” ( Cl 1:10 ).
“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 )
Enquanto na carta aos Efésios os cristãos são apresentados como novas criaturas que Deus criou em função das boas obras, na carta aos Colossenses o cristão é alertado a produzir boas obras. Qual abordagem é correta?
Considerando que a palavra de Deus é única e imutável, não podemos aquiescer que a abordagem de um tema possua duas interpretações distintas. Seria catastrófico analisar as Escrituras se deparássemos com frases ambíguas (sugere dois sentidos) ou vagas (não há um sentido definido) por falta de clareza ou precisão na abordagem de um tema.
Há um ramo da filosofia que analisa erros de construções de textos seculares decorrentes da ambiguidade, o que resulta em uma falácia. Os principais erros de construção de um texto são: Equívoco (A mesma palavra pode ser usada com dois significados diferentes), Anfibologia (uma frase permite atribuir-lhe diferentes significados) e a Ênfase (sugere uma proposição diferente daquela que, de facto, é expressa).
Um dos maiores problemas da humanidade surgiu com a ênfase. Enquanto Deus disse ao homem que poderia comer de todas as árvores do jardim do Éden livremente, com a ressalva de haver consequências caso comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, o diabo, ao falar com a mulher enfatizou a ideia de proibição quando disse: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” ( Gn 3:1 ), contrariando a liberdade plena que o homem possuía.
Na bíblia, apesar de uma mesma palavra poder ser utilizada com dois significados diferentes, o contexto deixa claro qual é o significado utilizado. As proposições bíblicas não comportam dois significados diferentes na uma mesma frase.
Não há erros de construção frasal na bíblia, antes o erro se dá no interprete que, quando analisa um texto bíblico, por causa da sua concepção, dá ênfase a um determinado elemento fazendo surgir uma nova proposição completamente distinta do que o escritor postulou.
Daí a necessidade de fazermos algumas perguntas às afirmações simplistas sobre boa obras: o cristão deve frutificar e crescer na ‘boa obra’ ou frutificar e crescer no ‘conhecimento de Deus’? Qual a ênfase do capítulo primeiro de Colossenses, verso 10: frutificar e crescer na ‘boa obra’ ou frutificar e crescer no ‘evangelho’, que é ‘conhecimento de Deus’?
O apóstolo Paulo demonstrou que os cristãos são feituras de Deus ( Ef 4:24 ), criados em Cristo Jesus para as boas obras, sendo que as boas obras foram preparadas por Deus para que os cristãos estivessem nelas: “dele [2] Pois [1] somos feitura, criados em Cristo Jesus para obras boas as quais previamente preparou [2] Deus [1]” Novo Testamento Interlinear Grego / Português por Vilson Scholz, Barueri, SP: SBB, 2004.
Este versículo da carta aos cristãos em Éfeso tem por base o que predisse o profeta Isaias: “SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras ( Is 26:12 ; Ef 2:17 ). É Deus que concedeu gratuitamente aos homens a paz através de Cristo, o Príncipe da Paz, de modo que, o próprio Deus reconciliou os homens através da oferta do corpo de Cristo concedendo aos que creem a paz que excede todo entendimento ( Ef 2:16 ). Foi Deus quem realizou para os que creem todas as obras, colocação que o apóstolo Paulo buscou no livro de Isaias.
No verso de Colossenses é feito alusão ao ‘Senhor’, à ‘boa obra’ e ao ‘conhecimento de Deus’, e quatro processos nos quais os cristãos figuram como parte ativa: andar, agradar, frutificar e crescer. O cristão deve andar dignamente diante de Deus, agradando-O em tudo.
Mas como andar agradando a Deus? Primeiro é necessário ser criado em Cristo Jesus, pois sem Cristo é impossível agradar a Deus.
Consequentemente a nova criatura estará nas boas obras que Deus preparou, o que é essencial para que o cristão possa frutificar e crescer no conhecimento de Deus “... para andardes dignamente do Senhor para todo agrado, em toda obra boa frutificando e crescendo no conhecimento de Deus...” Novo Testamento Interlinear Grego / Português por Vilson Scholz, Barueri, SP: SBB, 2004.
Só é possível frutificar quando se está ligado à videira verdadeira, ou seja, quando se é uma nova criatura “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” ( Jo 15:5 ); "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" ( 2Co 5:17 ).
A ênfase de Colossenses 1, verso 10 é Cristo, o Príncipe da paz, visto que aquele que está em Cristo foi criado em função da boa obra, apto a frutificar e crescer no conhecimento de Deus “Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” ( Cl 1:10 ).
Sem Cristo não há quem faça o bem. Todos juntamente se desviaram e tornaram-se imundos, de modo que não havia um justo se quer ( Sl 53:3 ; Sl 14:3 ; Rm 3:12 ; Mq 7:2 ). Como é possível o homem sem Cristo fazer boa obra se não há quem faça o bem? Antes de Cristo se manifestar nunca houve entre os homens quem atendesse um necessitado, ou que não houvesse dado esmolas e nem oferecido alimento ao faminto e cobertura a um peregrino?
Jesus mesmo disse: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos..." ( Mt 7:11 ), o que demonstra que dar boas coisas aos semelhantes não é ser bom e nem é o mesmo que fazer o bem. Cristo vai além ao demonstrar que, aos maus é impossível dizer boas coisas, que se dirá de realizar boas obras "Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca" ( Mt 12:34 ).
Considerando que é através de Cristo que Deus concedeu aos que creem estarem nas boas obras tornando possível frutificarem e que, sem Cristo não há quem faça o bem, como é possível a alguém que não crê em Cristo como diz as Escrituras ter em si as ‘obras’ realizadas por Deus? É Deus quem preparou os cristãos para as boas obras, ou qualquer pessoa está apta a produzi-las?
O Senhor Jesus fez um alerta sobre as obras que contém a resposta para as pergunta acima:
“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus ( Jo 3:18 -21).
Após demonstrar a Nicodemos que quem crê no Unigênito Filho de Deus é livre da condenação que há no mundo, e que quem não crê permanece na condenação, Jesus destacou que os homens amaram mais as trevas do que a Luz que veio ao mundo pelo fato das obras deles serem más.
Jesus destaca que aqueles que vêm a Ele (vem para luz), são os que praticam a verdade, e é manifesto que as suas obras são feitas em Deus. Compete ao homem ‘praticar’ a verdade para ‘estar’ na luz e, somente aqueles que praticam a verdade são descritos como aqueles que realizam as suas obras em Deus.
Devemos interpretar Efésios 2, verso 10 considerando o ensinamento de Jesus e a profecia de Isaias, portanto fazer ‘boas obras’ não é o mesmo que praticar filantropia.
Aos escrever aos Filipenses, o apóstolo Paulo deixa claro que a ‘boa obra’ é realizada por Deus nos que creem, pois Deus começou e Ele mesmo aperfeiçoará a sua ‘boa obra’ até a vinda de Cristo "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo" ( Fl 1:6 ).
Qual a boa obra que Deus ‘começou’ nos que creem? A resposta está no seguinte ensinamento de Jesus: "Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou" ( Jo 6:29 ).
E como Deus ‘aperfeiçoa’ a sua obra? Através dos seus apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores, como se lê: "E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" ( Ef 4:11 -12).
Quando o homem crê em Cristo ‘fez’ a obra de Deus, porém, necessita de perseverança, ou seja, não pode se demover da verdade do evangelho. É neste ponto que entram os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores: eles estão incumbidos de defenderem a verdade do evangelho para que os cristãos não se demovam da obra realizada por Deus, deixando de crer em Cristo.
Edificar o corpo de Cristo é a boa obra de Deus, e só possível estar na ‘boa obra’ quando o homem crê em Cristo. A edificação do corpo de Cristo é a obra que Deus está realizando no tempo presente, pois se refere a obra do templo prometido ao rei Davi ( 2Sm 7:11 -13).
Deus prometeu a Davi que edificaria uma casa ao Seu Nome e, que o Descendente prometido seria o homem que edificaria uma casa a Deus. Quando nasceu o Cristo na casa de Davi, Deus deu inicio a sua obra segundo a sua palavra, pois Deus não habita em casa feita por mãos de homens ( At 17:24 ).
Cristo foi gerado segundo o que fora prometido a Davi: ‘Eu lhe serei por Pai, e Ele me será por Filho’, e como pedra angular do edifício de Deus foi preparado para as boas obras. Cristo é a base da boa obra como pedra angular do templo de Deus ( 2Sm 7:14 ). Cristo é a pedra angular da obra de Deus e os que creem tornam-se feituras de Deus, criados em Cristo como pedras vivas, preparados para comporem o templo santo que foi prometido a Davi ( 1Pe 2:4 -5); “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 ); "Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi" ( Is 55:3 ).
O verso 10 de Efésios 2 é melhor compreendido quando entendemos que na antiguidade as pedras eram preparadas com exclusividade para compor uma determinada obra, de modo que os cristãos são feituras de Deus em Cristo para comporem a boa obra. Daí a colocação paulina: Deus estabeleceu de antemão que os que cressem em Cristo comporiam a obra do templo que Deus prometera a Davi na condição de pedras vivas ( Ef 2:20 -22).
E como Deus aperfeiçoa a Sua boa obra? Através dos ensinamentos dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. O objetivo é que cada pedra viva chegue à medida da estatura completa de Cristo “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo...” ( Ef 4:13 ; Fl 1:6 ).
Neste aspecto, Tiago recomendou aos cristãos que regozijassem quando se deparassem com várias provações, pois a prova da fé dos cristãos redunda em paciência, sendo que a paciência é a obra perfeita que a fé opera “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” ( Tg 1:3 -4).
Nestes versos Tiago não estava tratando da confiança dos cristãos, antes da Fé que foi manifesta trazendo salvação a todos os homens, sem a qual o justo não vive e que sem ela é impossível agradar a Deus ( Gl 3:23 ). A perseverança ou paciência é a obra completa de Cristo "Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo" ( Mt 24:13 ); "Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito" ( Tg 1:25 ).
Que obra o homem deve realizar que promove a bem-aventurança? Crer em Cristo, pois está é a lei perfeita da liberdade. Quem cuida dos que creem para que permaneçam na verdade do evangelho é obreiro de Deus nesta obra.
Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo descreveu o perfil de um presbítero. Após apontar algumas características de cunho pessoal ( Tt 1:6 -8), destaca que os bispos devem guardar firme a palavra fiel sem dar ouvidos aos pensamentos judaicos, pois os judaizantes diziam conhecer a Deus, porém, eram réprobos para a boa obra "Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra" ( Tt 1:16 ).
Como era possível dizerem conhecer a Deus e negá-lo com as obras? Negavam a Deus pelo fato de não crerem em Cristo Jesus como Filho de Deus, pois aquele que nega o Filho, nega também o Pai. Embora dissessem que obedeciam a Deus, não realizavam a obra exigida por Deus: crer em Cristo "E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou" ( Jo 12:44 ); "Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou" ( Jo 5:23 ).
Como rejeitaram a Cristo, a pedra de esquina, os construtores de Israel eram réprobos para a boa obra, pois a obra de Deus é crer em Cristo.
Sobre este aspecto disse o apóstolo João: "Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade" ( 1Jo 3:18 ). Dizer que ‘conhece a Deus’ ou ‘que ama a Deus’ sem crer em Cristo é o mesmo que não realizar a obra exigida por Deus "Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou" ( Jo 6:29 ).
Observe que Jesus é especifico: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" ( Jo 14:21 ). Sem obedecer a Cristo é impossível amá-Lo ou conhecê-Lo, pois Jesus se manifesta, ou melhor, conhece ou é conhecido daqueles que O obedecem.
Por que os judaizantes eram reprováveis para a boa obra? Porque não retinham a sã doutrina do evangelho e o que ensinavam não promovia a edificação do templo de Deus prometido a Davi “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância” ( Tt 1:9 -11).
Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo queria que estabelecessem presbíteros, pois a intenção do apóstolo era o aperfeiçoamento dos santos, a obra do ministério, a edificação do corpo de Cristo "Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" ( Ef 4:12 ).
É comum o equivoco de relacionar ‘boas obras’ com questões de cunho comportamental, ou com questões de ordem filantrópica. O bom comportamento é salutar à vida do cristão, porém, o ‘exemplo’ de ‘boas obras’ decorre única e exclusivamente de uma exposição sadia da doutrina de Cristo. Ser ‘exemplo de boas obras’ refere-se a conservar intocado o modelo da doutrina do evangelho, ou seja, livre de mistura, mancha "Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade" ( Tt 2:7 ).
A ideia de ‘exemplo’ em Tito 2, verso 7 expressa a mesma ideia do termo ‘modelo’ em segunda Timóteo: "Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus" ( 2Tm 1:13 ); "Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho" ( Fl 1:27 ).
Ao escrever aos filipenses, o apóstolo Paulo rogou que vivessem dignos do evangelho de Cristo. Um bom comportamento é necessário? Sim! Entretanto, a preocupação maior do apóstolo para com os seus interlocutores era que permanecessem firmes no espírito, que é o mesmo que permanecer firme na palavra, evangelho, fé, conhecimento. "Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa" ( 2Ts 2:15 ); "Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes" ( Tt 1:9 ); "Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos" ( 1Co 16:13 ); "Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza" ( 2Pd 3:17 ); "Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes" ( 1Pd 5:12 ).
Ao escrever a Timóteo, o apóstolo dos gentios preocupou-se em apresentar o que é conveniente a um ministro do evangelho (como convém andar na casa de Deus). Timóteo deveria demonstrar o que expressamente a palavra diz: que nos últimos dias alguns apostatariam da fé, e enfatizou qual seria o ensinamento dos réprobos quanto ao evangelho. Mas, se Timóteo expusesse tais enganadores, seria um bom ministro de Cristo ( 1Tm 4:1 -10); "Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" ( 1Tm 3:15 ).
Os obreiros de Deus foram comissionados para uma obra específica: "Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" ( 2Tm 4:5 ). Aquele que maneja bem a palavra da verdade, que evita falatórios profanos e permanece firmado no fundamento de Deus ( 2Tm 2:14 -19), está preparado para a boa obra  "De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra" ( 2Tm 2:21 ); "Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" ( 2Tm 3:17 ).
Nesta abordagem feita aos Tessalonicenses: “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós” ( Ts 5:11 -13), o apóstolo Paulo recomenda honra aos que presidiam, por causa da obra de ‘edificar’ uns aos outros por meio da palavra (exortação).
O apóstolo Paulo demonstrou que os cristãos de corintos eram a sua obra no Senhor “NÃO sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo SENHOR nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?” ( 1Co 9:1 ). O que compreender desta declaração? Que como sábio arquiteto o apóstolo Paulo havia posto Cristo como fundamento e, cada cristão em particular estava sobre edificado em Cristo "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele" ( 1Co 3:10 ).
Lembrando que é através dos seus apóstolos que Deus ‘aperfeiçoa’ a sua obra: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" ( Ef 4:11 -12).
Ao escrever aos corintos, o apóstolo Paulo demonstra que os cristãos creram em Cristo  conforme o que Deus deu a cada um dos seus ministros: “Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o SENHOR deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” ( 1Co 3:5 -9).
Observe que a lavoura ou o edifício pertence a Deus, ou seja, a obra é d’Ele. O fundamento foi estabelecido por Deus, que é Cristo, de modo que ninguém pode por outro fundamento ( 2Ts 2:19 ). O que compete aos cooperadores é trabalhar no edifício, sendo que o justo juiz é quem apreciará a obra de cada um “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” ( 1Co 3:11 -15).
A palavra de Deus é a base da Sua obra, pois Ele diz: "Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" ( Is 55:11 ). Cristo é o Verbo do Deus vivo, fundamento da obra do Pai "Vede, ó desprezadores, e espantai-vos e desaparecei; Porque opero uma obra em vossos dias, Obra tal que não crereis, se alguém vo-la contar" ( At 13:41 ).
Isaias profetizou contra os ‘desprezadores’, os lideres do povo de Israel, alertando-os de que Deus assentaria na cidade de Davi a pedra provada, de modo que aquele que n’Ele cresse, não pereceria ( Is 28:14 e 16). Semelhantemente, Habacuque profetizou que Deus realizaria uma obra em meio ao povo de Israel que, quando contada, o povo não creria ( Hc 1:4 ).
A obra do Pai é realizada por sua palavra, de modo que, quando Jesus na condição de servo anunciava as palavras do Pai, Deus estava em Cristo realizando a sua obra. A palavra de Deus diz de Cristo, e quando o Verbo encarnado apregoou o ano aceitável do Senhor, demonstrava aos homens ser o firme fundamento estabelecido na obra do Pai "Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras" ( Jo 14:11 ).
Qualquer que anuncia Cristo às nações realiza as obras que Cristo fez "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai" ( Jo 14:12 ).
Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo demonstra que os homens que dão ouvidos às fábulas judaicas e a mandamentos de homens são reprováveis para toda boa obra, pois são desobedientes e abomináveis diante de Deus, pois não creem em Cristo ( Tt 1:14 -15).
Em seguida o apóstolo Paulo orienta Tito a exortar os velhos a serem temperantes, respeitáveis, cordatos, sadios na fé, no amor e na constância; as mulheres são exortadas a serem sérias no seu viver; os moços moderados; os servos a serem obedientes aos seus senhores. Tais comportamentos são pertinentes a quem é pedra viva no templo de Deus, porém, a obra não se fundamenta no comportamento, e sim, na palavra, pois o comportamento segundo a moral dos homens constitui-se somente ornamento à doutrina do evangelho ( Tt 2:10 ).
Semelhantemente, o cristão deve se submeter às questões de governo, estado etc., para não haver entrave quanto ao anuncio do evangelho.
Qual deve ser o zelo de um cristão? O apóstolo Paulo responde: "Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo" ( 2Co 11:2 ). Como o apóstolo zelaria dos cristãos com zelo de Deus? Preservando intocado o evangelho, pois o evangelho é a simplicidade de Cristo, que os falsos apóstolos e obreiros fraudulentos queriam transtornar ( 2Co 11:3 -4); "O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" ( Tt 2:14 ).
Jesus demonstrou que as palavras que dizia aos seus discípulos não era dele, antes do Pai, que o enviou, de modo que é Deus quem faz a sua obra por intermédio de Cristo "Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras" ( Jo 14:10 ).
As ‘boas obras’ só é possível àqueles que estão em Deus, ou seja, que creram em Cristo. Sem Cristo o homem é mau e só realiza obras más, visto que ‘boas obras’ são feitas única e exclusivamente por aqueles que creem em Cristo "Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus" ( 1Jo 4:15 ).
Ora, qualquer que não confessa que Cristo é o Filho do Deus vivo não pratica e não pode praticar boas obras, pois não está em Deus. Portanto, quando referirmos as práticas louváveis do ponto de vista dos homens, como as ações de ordem filantrópicas, ou de bom trato, nomearemos de ‘boas ações’, e não ‘boas obras’, pois as ‘boas obras’ só são realizadas por aqueles que confessam que Jesus é o Filho de Deus.
Mas, para o homem estar em Deus, primeiro tem que crer em Cristo ( 1Jo 4:15 ), o que o habilita para a boa obra. Para o cristão preparar-se para a boa obra, deve sujeitar-se as autoridades de estado, uma vez que a boa obra não diz de luta política ou de classes "Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra" ( Tt 3:1 ).
Quando o apóstolo Paulo diz a Tito: "E os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos" ( Tt 3:14 ), estava fazendo alusão a palavra do evangelho, e não as ações de cunho social que tanto é apregoada em nossos dias.
Quando o apóstolo Paulo diz que Epafrodito esteve próximo da morte pela obra, temos que entender que, para que a palavra sem fermento fosse anunciada pelo apóstolo dos gentios, Epafrodito não fez caso de sua própria existência para suprir as necessidades de Paulo “Porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço" ( Fl 2:30 ).
Epafrodito se dispôs a dar a vida trabalhando para sustentar o apóstolo Paulo para que a Palavra da verdade fosse pregada. Epafrodito sabia que era necessário que Paulo continuasse ensinando a verdade do evangelho para que os crentes pudessem conservar o modelo das sãs palavras de Cristo, pois só por intermédio dela é que Deus realiza a sua obra “As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras" ( Jo 14:10 ).
A obra de Deus está vinculada à palavra de Deus. Sem a palavra de Deus não há obra boa. Quando se anuncia as palavras de Deus conforme as Escrituras, a obra e realizada por Deus.
Quando lemos: "Vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém” ( Hb 13:21 ), a ênfase do escritor aos Hebreus repousa no fato de os cristãos serem criados para a boa obra e, que por sua vez, Deus os aperfeiçoará para fazerem a vontade de Deus: "Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" ( 1Tm 2:4 ); "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" ( Jo 6:40 ).
Todos quantos falam conforme o mandamento que Cristo recebeu do Pai são perfeito para a boa obra: "E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito" ( Jo 12:50 ), pois quem não diz nada de si mesmo ou conforme a sua carnal compreensão é porque sabe que é Deus quem faz a Sua obra ( Jo 14:10 ).
Conhecer o Pai por intermédio do Filho é a obra que Deus realiza "E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" ( Jo 17:3 ).

Para saber mais sobre a obra de Deus, adquira o livro "A Obra que demonstra Amor a Deus"

Você é realmente salvo?









As religiões buscam demonstrar que o homem é pecador através de questões morais e legais, mas a bíblia demonstra que todos se tornaram pecadores por causa de uma única ofensa "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo"  ( Jo 16:8 ).
Muitos cristãos não sabem se são salvos, insegurança que advém de certos posicionamentos doutrinários, ou por não compreender alguns versos da bíblia.
Versos que contêm advertência quanto aos cuidados com a salvação parecem suplantar as garantias contidas no evangelho, e muitos duvidam se realmente são salvos.

Como compreender a advertência contida no seguinte verso: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” ( Mt 7:21 ).
Diante deste verso, muitos duvidam de sua salvação e questionam-se sobre a possibilidade de estarem enganados por acreditarem que são salvos. Além da dúvida, ainda encontram os pseudomestres do cristianismo que se utilizam do versículo somente para incutir medo nas pessoas, mas que também não compreendem a verdade ali contida.
Quando Jesus disse: ‘Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor!’, estava falando a uma multidão demonstrando que, não basta chamá-lo de Senhor, antes, é necessário fazer a vontade de Deus para poderem entrar no céu.
Jesus esclareceu os seus ouvintes sobre o que é necessário fazer para ter garantia da salvação quando demonstrou aos seus ouvintes que dizer ‘Senhor, Senhor’, não garante salvação. A garantia de salvação está em fazer a vontade do Pai celestial. Jesus não demonstrou somente o que não garante salvação e deixou por conta do homem decidir por si mesmo qual é a vontade de Deus. Não! Jesus veio ao mundo fazer a vontade do Pai e declarar ao homem qual é a vontade de Deus a ser realizada pelo homem para alcançar a salvação.
Qual é a vontade de Deus que, se o homem realizar, garante entrada nos céus?
Alguns pregadores, de posse deste verso arrematam dizendo que tais palavras têm por alvo aqueles que ‘professam’ publicamente com os lábios que crê em Cristo, mas que nunca se converteram genuinamente, alegando que confessar que creu em Cristo não redunda em salvação se o penitente não obedecer a Deus fazendo a sua vontade, o que gera confusão, pois não esclarecem qual é a vontade de Deus, ou pior, alegam que conformar-se com comportamentos estabelecidos pela sociedade como correto é realizar a vontade de Deus.
Uma coisa é certa: só entrará nos céus quem nascer de novo! Só entrará nos céus quem tiver obra superior a dos escribas e fariseus! Só entrará nos céus quem faz a vontade Deus! Ora, a vontade de Deus é especifica: que creiam em Cristo.
A obra de Deus, ou o mandamento de Deus, ou a vontade de Deus resume-se na seguinte frase: “E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento” ( 1Jo 3:23 ; Jo 6:29 ).
Ora, se a vontade de Deus é que os homens creiam em Cristo, quando Jesus disse que não basta dizer: -‘Senhor, Senhor’, mas que é necessário realizar a obra de Deus - a essência da mensagem de Cristo é que cressem n’Ele “Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou ( Jo 6:29 ).

Fazer a vontade de Deus resulta em salvação, nunca o contrário, que a salvação resulta em fazer a vontade de Deus. Chavões como: ‘Tu não fazes a vontade de Deus para que sejas salvo, mas farás a vontade de Deus se és verdadeiramente salvo’, possui um equivoco tremendo.
Muitas vezes o pecador ouve que é pecador por ter sido gerado de Adão e que necessita de Cristo para ser salvo, e após o pecador crer que Jesus é o Filho de Deus que tira o pecado do mundo, tem a sua confiança desconstruída em função do argumento de que ‘o verdadeiro fruto da salvação é fazer a vontade de Deus’. Está é uma das artimanhas de Satanás que está ao derredor buscando a quem possa tragar. Este é um engano de perdição, pois crer em Cristo é a vontade de Deus, condição essencial para entrar no reino dos céus, quando o crente passa a estar em Cristo e Cristo no crente “E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado” ( 1Jo 3:25 ).
Crer em Cristo como o Cristo de Deus que havia de vir ao mundo é o mesmo que estar em Cristo, portanto, quem crê torna-se nova criatura, pois basta crer em Cristo para o homem cumpra o mandamento de Deus.
Quando o carcereiro de Filipo perguntou ao apóstolo Paulo e a Silas o que deveria fazer para se salvar, a resposta foi especifica e categórica: creia no Senhor Jesus! “E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” ( At 16:30 -31).
Quem crê que Jesus é o Filho de Deus vence o mundo "Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" ( 1Jo 5:5 ). Em admitir que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que Deus o ressuscitou dentre os mortos está a salvação "A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" ( Rm 10:9 ).
Quando se crê em Cristo, ou seja, quando se faz a vontade de Deus, o homem passa a estar ligado à videira verdadeira. Por ser uma vara ligada à videira é impossível não dar fruto “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” ( Jo 15:4 -5; 1Jo 3:25 ).
Quando Jesus diz: ‘Estai em mim e eu em vós’, estava dizendo: - “Façam a vontade do Pai”; - “Creiam que Eu sou o enviado de Deus”; - “Realizem a obra de Deus”, pois qualquer que crê em Cristo passa a estar em Cristo e Cristo no crente. Para estar em Cristo basta crer em Cristo ( Jo 14:1 ), pois este é o mandamento de Deus que resulta em salvação, uma vez que Cristo foi enviado por Deus para que todo aquele que nele crê não pereça, antes tenha a vida eterna ( Jo 3:16 ).
O fruto que o crente produz é professar o nome de Jesus como salvador do mundo “Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome” ( Hb 15:13 ). Fazer a vontade de Deus é crer em Cristo, e o fruto daquele que crê consiste em professar a Cristo, o fruto dos lábios, que não é o mesmo que ‘fruto da salvação’ ( Hb 15:13 ).
O mandamento é crer em Cristo, o fruto é anunciar as boas novas do evangelho, pois no fruto está a semente que produz vida. É um equivoco grotesco confundir o fruto dos lábios com o mandamento de Deus.
A evidência da salvação está em que Deus ressuscitou o Seu Filho dentre os mortos, e que todo o que obedece a Deus crendo em Cristo é salvo, pois o seu mandamento é crer em Cristo.
Se o Cristão crê que Jesus é o salvador do mundo, o Filho de Deus nascido na casa de Davi, que viveu sem pecado, foi morto e ressurgiu dentre os mortos e está assentado à destra do Pai nas alturas, está salvo, como se lê: “O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras, Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor” ( Rm 1:2 -4).
Não deixe que outra pessoa examine a autenticidade da tua salvação, antes prove, analise a si mesmo se permaneceis crendo em Cristo, pois Ele é a fé que havia de se manifestar e que nos foi manifesta ( Gl 3:23 ). Se o crente permanece crendo que Jesus é o Cristo conforme diz as Escrituras, é aprovado diante de Deus.
Se alguém tentar por em dúvida a salvação de quem creu em Cristo, basta fazer o recomendado pelo apóstolo Paulo aos cristãos de Corintos: Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” ( 2Co 13:5 ).
É por este motivo que o crente deve se interirar do que alcançou após ouvir o evangelho e crer em Cristo Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” ( Ef 1:13 ).
Agora, se o cristão desconhece que está em Cristo e que Cristo está nele; se desconhece que é nova criatura por estar em Cristo; se desconhece que é templo, habitação do Espírito de Deus; se desconhece que é o corpo de Cristo; se desconhece que é luz no Senhor; se desconhece que é filho de Deus; se desconhecer que foi batizado na morte de Cristo; se desconhece que já ressurgiu com Cristo dentre os mortos; se desconhece que o Pai e o Filho vieram e fizeram nele morada, qualquer questão proveniente do anticristo demoverá tal cristão da sua fé e será achado reprovado “Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” ( 2Co 13:5 ).
O cristão que não compreende que a vontade de Deus é crer em Cristo, ou que não compreende que crer em Cristo é suficiente para redundar em salvação, é comparável à semente caída a beira do caminho, suscetível de o maligno vir e arrebatar a semente, conforme lemos na parábola do semeador: "Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho" ( Mt 13:19 ).
Se o crente crê que:
a. Era pecador porque era descendente de Adão, porque foi gerados em pecado ( Rm 3:23 );
b. Jesus foi enviado ao mundo para salvar a humanidade porque todos estavam alienados de Deus por causa da ofensa de Adão ( Jo 3:16 );
c. Jesus é o Verbo eterno que no princípio estava com Deus ( Jo 1:1 -2), e sendo Deus, esvaziou-se do seu poder e glória e tornou-se homem ( Fl 2:7 );
d. Jesus foi introduzido no mundo como o Unigênito Filho de Deus gerado no ventre de Maria pelo Espírito de Deus ( Jo 1:18 ; Mt 1:18 );
e. Jesus viveu entre os homens, foi participante de todas as aflições, porém, sem pecado ( Hb 2:17 );
f. Jesus foi crucificado, morreu, foi sepultado e ressurgiu ao terceiro dia e está assentado à destra de Deus nas alturas ( Rm 1:3 -4), significa que se arrependeu, ou seja, que a sua concepção foi mudada, transformada pela mensagem do evangelho e efetivamente salvo.
Há uma má leitura acerca do que é o arrependimento genuíno que também turva o entendimento de muitos cristãos. Arrependimento segundo a bíblia diz de mudança de concepção, de entendimento. Quando Jesus diz ao Fariseus: "... se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis" ( Lc 13:5 ), estava demonstrando que, apesar de pensarem que estava em condição privilegiada diante de Deus por serem descendentes de Abraão, na realidade, se não mudassem a concepção que tinham, pereceriam do mesmo modo que aqueles gentios que os fariseus haviam acabado de emitir um julgamento.
Arrependimento não é confessar erros e crimes comentidos. Arrependimento não é ir a um confessionário. Arrependimento não é penitenciar-se. Arrependimento não é remorso. Arrependimento, ‘metanoia’ no grego, é deixar de ter um conceito para abraçar uma nova compreensão.
Os fariseus acreditavam que era salvos por serem descendentes de Abraão, porém, se um fariseu se arrependesse, deveria substituir a concepção de que era salvo por ser descendente de Abraão pela concepção de que a salvação se dá em Cristo, o descendente prometido a Abraão. É por isso que João Batista disse aos escribas e fariseus: - “Arrependei-vos. Ou seja, mudem a concepção de vocês, pois para ser salvo não basta pensar que tendes por pai a Abraão, pois das pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão”; - “Mude a concepção de vocês, pois o reino de Deus está entre vós”.
Dizer: - ‘Senhor, Senhor’, é portar-se como alguns judeus que diziam crer em Cristo ( Jo 8:31 ), mas que ao serem questionados, apresentaram a sua real crença: “Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?” ( Jo 8:33 ).
Apesar de muitos judeus crerem em Cristo, criam ao seu modo, pois entendiam que Cristo era um dos profetas, ou que era somente um dos filhos de José e Maria. Eles não criam em Cristo como o descendente prometido a Davi; não criam que Cristo é superior a Abraão; não criam que Cristo existia antes de Abraão; não criam que Jesus é o Eu Sou ( Jo 8:53 ).
Os judeus criam em Deus, porém, não queriam obedecê-Lo, por isso Jesus disse aos seus discípulos: “Crede em Deus, crede também em mim” ( Jo 14:1 ). O protesto de Tiago quanto ao posicionamento dos judeus é claro: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem"( Tg 2:19 ). Mas, por que Tiago protestou deste modo? Porque o mandamento de Deus é que os homens creiam em Cristo, e quem, na verdade, crê em Deus, deve crer em Cristo "E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou"( Jo 12:44 ). Se não crer em Cristo, na verdade não crê em Deus "Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou" ( Jo 5:23 ).
Crer é suficiente e crer é o exigido para a salvação da alma. Quando alguém alega que ser salvo ‘não é apensas crer, antes que há um crer específico’ somente trás entrave à compreensão.
Qual é o tipo de crença que é para a salvação da alma?
Ora, crer que Jesus veio em carne é o tipo de crença que é para salvação da alma, mas crer que Jesus não veio em carne é uma crença de perdição fomentada pelo anticristo "Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo" ( 2Jo 1:7 ; 1Jo 4:2 ).
Crer que Jesus foi crucificado, morreu e ressurgiu dentre os mortos é o tipo de crença que redunda em salvação da alma,  mas crer que Jesus não morreu ou que não ressuscitou dentre os mortos, é o tipo de crença que não livra da condenação ( 1Co 15:3 -4).
Crer que o Jesus de Nazaré é o Cristo, o Filho de Deus, é o tipo de crença que é para salvação, mas negar que Jesus é o Cristo é o tipo de crença que não redunda em salvação.
Crer que Jesus é o Eterno, o mesmo ontem hoje e eternamente, é o tipo de crença para salvação, mas crer que Jesus é um anjo ou arcanjo, não redunda em salvação.
Confessar, admitir que Jesus é o Filho de Deus é o tipo de crença que redunda em salvação, mas crer que Jesus nasceu de Maria e José é o tipo de crença que não é conforme a verdade do evangelho, portanto, não redunda em salvação.
Crer que Jesus faz milagres, que é um dos profetas, o maior mestre que já existiu, que é o maior psicólogo, o homem mais bondoso que já passou pela terra, que resolve problemas mil, etc., não é o tipo de crença que redunda em salvação, antes é salvo aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus que tem palavras de vida eterna "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" ( Jo 5:24 ).
Os judeus tropeçaram na pedra de tropeço porque não reconheceram que Jesus era o filho de Davi, portanto, o Filho de Deus, o cerne da confissão cristã "E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" ( Mt 16:16 ). Se admitisse que Jesus era o Filho que Deus prometeu a Davi, concomitantemente teriam que admitir, segundo as Escrituras que Jesus era o Filho de Deus ( 2Sm 7:13 -14; Sl 2:7 ). A confissão da irmã de Lázaro, Marta, estava em consonância com a declaração do apóstolo Pedro: "Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio
que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo" ( Jo 11:27 ).
A conversão do homem decorre da pregação da mensagem do evangelho, semelhante ao que se deu com os habitantes de Nínive que, ao ouvirem a mensagem do profeta Jonas, se converteram ( Lc 11:32 ). A conversação não possui relação com o tipo de programa que o cristão assiste na televisão; com o traje do homem ou da mulher; com a aparência física; com o cabelo, se curto ou longo; com enfeites, brincos, perfumes, etc., antes a conversão está atrelada à confissão do evangelho.
Outro equivoco decorrente de uma má leitura das Escrituras é a ideia de que uma pessoa só pode crer verdadeiramente quando se ‘arrepender’ sentido pesar, remorso, tristeza pelos erros de condutas comentidos. Ora, ‘arrepender-se’ é o mesmo que crer na verdade do evangelho, pois o crer em Cristo para salvação só é possível quando o homem abandona (metanoia) os seus próprios conceitos quanto à salvação.
Por exemplo: Quando o evangelista Mateus narra a parábola dos dois filhos contada por Jesus aos fariseus, foi demonstrado que os publicanos e as meretrizes creram na mensagem de João Batista, mas os religiosos, apesar de ver tamanha maravilha, os pecadores crendo, não mudaram a concepção para crer na mensagem de João Batista "... nem depois vos arrependestes para o crer" ( Mt 21:32 ).
Uma evidencia de que os fariseus não creram na palavra de João Batista é que eles não mudaram a confissão, pois apesar de ouvirem que o reino de Deus estava próximo, continuavam dizendo que eram descendentes de Abraão. Se houvessem arrependimento, deixariam de fazer alusão a Abraão e passariam a confessar que Jesus é o Cristo.
Os fariseus não se arrependeram (metanoia) porque não creram, e não creram porque não mudaram a concepção que aprenderam dos seus pais (não se arrependeram). É necessário cuidado para não confundir ‘metanoia’ (arrependimento) com a concepção católica da penitência derivada da indulgencia que ainda permeia o significado da palavra ‘arrependimento’.
Para ser salvo é necessário que o Espírito Santo convença o homem do pecado, da justiça e do juízo. O convencimento do pecado que o Espírito Santo promove não decorre de questões legalista, moralista ou formalista. O convencimento do pecado que o Espírito Sato promove é conscientização segundo as Escrituras, de que :
- o homem é pecador por causa da desobediência de Adão; que a ofensa de Adão trouxe juízo sobre todos os homens para condenação.
- o juízo de Deus já foi estabelecido no Éden, trazendo condenação sobre todos os homens.
- a justiça de Deus é substituição de ato, a obediência de Cristo pela ofensa de Adão, e não por questões comportamentais.
As religiões buscam demonstrar que o homem é pecador através de questões morais e legais, mas a bíblia demonstra que todos se tornaram pecadores por causa de uma única ofensa "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo"  ( Jo 16:8 ).
Quando se crê em Cristo, o homem passa da morte para vida. Quando se crê, o homem entra pela porta estreita. Quando se crê, o homem passa estar em Cristo, o caminho estreito que conduz o homem a Deus. Basta estar em Cristo que o homem passou a estar separado do pecado e unido a Deus.
O homem é salvo pelo evangelho, que é poder de Deus para salvação de todo que crê.
Quando dizemos que o homem é salvo pela fé, estamos dizendo que o homem é salvo por meio do evangelho, pois o evangelho é a fé que foi dada aos santos, pois foi manifesta na plenitude dos tempos ( Jd 1:3 ; Gl 3:23 ).
O homem é salvo pela pregação da fé, que é dom de Deus. Quando o homem ouve o evangelho e crê, obedeceu a fé, o que lhe dá poder de ser feito filho de Deus ( Jo 1:12 ). A crença (fé) genuína decorre da obra que Jesus realizou no Calvário (obediência) que redundou em sua ressurreição dentre os mortos.
Ser salvo é crer que Jesus morreu pelos pecadores para remi-los da condenação herdada de Adão.
Entretanto, milhares, sim, talvez milhões de religiosos, que são membros de igrejas, que dizem que invocam ao Senhor, ficarão chocados quando forem rejeitados por Deus. Por que? Porque alguns creem em Cristo ao seu modo, e não conforme as Escrituras “E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou? E eles responderam: João o Batista; e outros: Elias; mas outros: Um dos profetas” ( Mc 8:27 -28). Outros porque não perseveraram crendo em Cristo conforme as Escrituras, antes se desvaneceram em seus próprios conceitos, rejeitando a verdade do evangelhoNão rejeiteis, pois, a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” ( Hb 10:35 -36), pois a promessa de Cristo é especifica aos que creem em seu nome: "E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna" ( 1Jo 2:25 ); "A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome" ( At 10:43 ); "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome" ( Jo 1:12 ).
Crer que Jesus é o Filho de Deus é suficiente para alcançar a salvação, porém, é necessário guardar esta confiança até o fim, pois esta é a admoestação do apóstolo Paulo "Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão" ( 1Co 15:2 ). Depois de ter feito a vontade de Deus, que é crer em Cristo, basta a perseverança até o fim para alcançar a promessa: a vida eterna!
O objetivo do evangelho e das Escrituras é que o homem creia que Jesus de Nazaré é o Cristo "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome" ( Jo 20:31 ).

O reino dos céus, os ricos e os pobres

Devido às diversas leituras acerca do tema ‘riqueza’ versus ‘reinos dos céus’ surgiram propostas teológicas como o ‘evangelho social’ e a ‘teologia da libertação’...
"Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?"  ( Lc 12:20 )

Como interpretar a parábola do rico insensato?
“E propôs-lhe uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E ele arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” ( Lc 12:16 -21).
Após a leitura da parábola, podemos perguntar: o evangelho de Cristo é avesso aos ricos? Ser abastado financeiramente e ser salvo é impossível? Para ser um discípulo de Cristo é necessário ser desprovido de bens materiais? Deus não aceita os abastados de bens materiais? Ao homem que faz planos de angariar fortuna com o fito de viver abastado é negado acesso a graça de Deus?
Devido às diversas leituras acerca do tema ‘riqueza’ versus ‘reinos dos céus’ surgiram propostas teológicas como o ‘evangelho social’ - movimento protestante norte-americano (1880-1930) sob influência do liberalismo teológico que pretendia apresentar uma resposta ‘cristã’ à situação de miserabilidade dos trabalhadores e imigrantes - e a ‘teologia da libertação’ - movimento que surgiu na América Latina em meados do século 20, articulado por teólogos católicos e protestantes, que diante das injustiças e exclusão social fomentado por um quadro de grandes tensões políticas, econômicas e sociais, levantaram uma bandeira centrada na ideia de um Deus ‘libertador’.
Mas, qual é a proposta de Jesus ao propor a parábola do rico louco? Ele buscava uma transformação econômica e social das sociedades à época, ou uma revolução na mentalidade (metanoia) de seus ouvintes acerca de questões relativas ao reino dos céus?

A parábola
O primeiro passo para compreender a parábola do rico insensato é entender porque Jesus utilizava parábolas para falar ao povo de Israel. A resposta para esta pergunta é objetiva e foi apresentado pelo próprio Cristo: "Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem" ( Mt 13:13 ; Is 6:9 ).
Ora, Jesus falava à multidão por parábola porque estava previsto que o Messias proporia aos seus ouvintes enigmas antigos "Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade" ( Sl 78:2 ; Mt 13:35 ). Enquanto Jesus cumpria as Escrituras falando ao povo por parábolas, o povo, por ser de dura servis, viam, ouviam e não compreendiam.
O povo de Israel devia saber que Deus não falava abertamente (sem enigmas) com eles porque foi justamente isto que pediram quando não confiaram em Deus "E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos" ( Êx 20:19 ); "Filho do homem, propõe um enigma, e profere uma parábola para com a casa de Israel" ( Ez 17:2 ). Ouvir a voz de Deus sem enigmas era um privilegio de Moisés "Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?" ( Nm 12:8 ).
Uma característica fundamental da palavra de Deus são as parábolas e os seus enigmas. O fato de Jesus falar por parábolas era um sinal de que Jesus era o Cristo e que falava as palavras de Deus "Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar" ( Jo 12:49 ).
Como o povo de Israel não prestou atenção na mensagem de Jesus como o enviado de Deus, antes se escandalizaram por pensarem que Ele era filho de José e Maria ( Mt 13:54 -57), a profecia de Isaias cumpriu-se neles: “E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis” ( Mt 13:14 ).
A exposição das parábolas ao povo era segundo a medida que podiam compreender, porém, os enigmas escapavam até mesmo aos discípulos, que em particular eram instruídos “E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender. E sem parábolas nunca lhes falava; porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos” ( Mc 4:33 -34); "E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?" ( Mc 4:13 ).
Os filhos de Jacó não ouviam, não compreendiam e não percebiam, não em função de Deus querer turvar-lhes o entendimento, antes não ouviam, não compreendiam e não percebiam porque eram de dura servis, ou seja, não se sujeitavam a Deus para obedecê-Lo “Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure” ( Mt 13:15 ).
Quando Jesus contava uma parábola utilizava relações humanas, eventos do dia a dia, questões materiais, etc., porém, o foco era apresentar ao povo questões espirituais e que já foram abordadas nas Escrituras “Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado” ( Mt 13:11 ).
Por exemplo: quando Jesus conversou com Nicodemos e lhe disse que o vento sopra onde quer e ouve-se a sua voz, aparentemente foi utilizado eventos do cotidiano para explicar o novo nascimento, porém, Jesus citava as Escrituras “Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” ( Jo 3:12 ; Ec 11:5 ).
O leitor das Escrituras precisa estar alerta, pois todas as parábolas contêm enigmas a serem desvendados. Interpretar uma parábola sem considerar os enigmas contidos nela é má conclusão na certa. Geralmente as parábolas apresentadas no Novo Testamento foram contadas para expor uma verdade defendida pelos profetas, salmos, provérbios e a lei.

Sombra, mentira, vaidade
"Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará" ( Sl 39:6 )
A parábola do rico ‘louco’ foi contada para evidenciar ao povo de Israel uma verdade contida no salmo 39, verso 6: ‘todo homem anda numa vã aparência’, ou seja, é como uma ‘sombra’, alienado de Deus que é a verdade o homem é ‘mentira’.
O salmo não exclui os judeus desta condição quando diz: todo homem anda numa vã aparência!
O verso 6 do Salmo 39 é inclusivo como o Salmo 53: “Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um” ( Sl 53:2 -3).
Todos os homens se desviaram e juntamente se fizeram imundo, quer sejam gentios quer judeus. Todos juntamente se desviaram, e andam numa ‘vã aparência’. Por causa da separação decorrente da ofensa no Éden, todos os homens são comparáveis a uma sombra.
O salmo 58 enfatiza a mesma ideia: “Desviam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nascem, proferindo mentiras” ( Sl 58:3 ). Todos os homens se desviaram de Deus, de modo que todos os que nascem da madre são ímpios, ou seja, proferem mentiras, quer sejam gentios ou judeus.
Como todos os homens vêm ao mundo proveniente da madre e os ímpios desviam-se na madre, certo é que todos os homens por serem gerados segundo a semente corruptível de Adão são ímpios.
Diante desta verdade evidenciada nas Escrituras, os judeus equivocadamente julgavam que a lei, os profetas e os salmos protestavam exclusivamente contra os gentios, e que somente os gentios se desviaram de Deus por não serem descendentes da carne de Abraão.
Por serem descendentes da carne de Abraão, quando os judeus liam que ‘todos se desviaram de Deus’, prevaricavam quanto à interpretação, pois entendiam que as Escrituras protestavam somente contra os gentios, uma vez que os judeus entendiam que estava em uma condição diferenciada frente aos gentios por ter recebido a lei por intermédio de Moisés.
Ao falar do tema, o apóstolo Paulo demonstrou que tudo o que a lei diz, dizia aos que estavam debaixo da lei, ou seja, aos judeus, de modo que, apesar de serem descendentes da carne de Abraão, os judeus também eram ímpios assim como os gentios, uma vez que todos se desviaram de Deus desde o ventre por serem filhos de Adão ( Rm 3:19 ).
Diante das Escrituras fica claro que os judeus não são melhores que os gentios, pois ambos estão debaixo do pecado ( Rm 3:9 ), como se lê: ‘todo homem anda numa vã aparência’, ou seja, são mentirosos “De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, E venças quando fores julgado” ( Rm 3:4 ).
Como o salmista sabia que Deus não fazia distinção alguma entre judeus e gentios, Davi admite (confessa) a sua condição quando clama: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares” ( Sl 51:4 ). Por que o salmista tinha certeza de que era pecador? Porque judeus e gentios igualmente são formados e concebidos em pecado “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” ( Rm 51:4 -5).
O salmista Davi sabia que há somente duas gerações: uma é a geração dos ímpios e outra é a geração dos justos. Era de conhecimento do salmista que, não importam as ações dos homens, a recompensa deles é conforme a geração dos seus pais ( Sl 49:19 ). Temos duas sementes e duas gerações, sendo que a semente que permanecerá para sempre diz da semente do último Adão, e a semente que perece, a semente do primeiro pai da humanidade, Adão ( Sl 112:2 ; Sl 89:4 ; Sl 24:6 ; Sl 22:30 ).
É em função desta realidade que Davi roga a Deus para ser gerado de novo segundo a sua palavra (semente incorruptível), que cria um novo coração e concede ao homem um novo espírito ( Sl 51:10 ; Ez 36:26 ).
Os termos riqueza e pobreza são utilizados nas Escrituras para esclarecer a situação do pecador diante de Deus e é justamente fazendo alusão ao pecado que o termo riqueza é citado nas Escrituras, e a análise dos termos ‘riqueza’ e ‘pobreza’ é imprescindível para responder às questões.
Como é possível ‘todo homem’ amontoar riquezas e não saber quem as levará, se na sua maioria os homens são desprovidos de bens materiais? Os bens de um homem, quer pobres ou ricos, não ficam sob o cuidado de seus herdeiros? Quando analisamos o verso 6 do Salmo 39, temos que nos perguntar: estamos diante de uma parábola e seus enigmas, ou há um equivoco na abordagem do salmista? Como é possível haver tantos homens desprovidos de bens materiais no mundo se o salmo diz que ‘todo’ homem amontoam riquezas? "Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará" ( Sl 39:6 ).
Os judeus deviam ter o cuidado de, ao ler as Escrituras, se perguntarem por que elas dizem que ‘todos’ os homens ‘andam em vã aparência’, e porque elas não contem uma ressalva quanto aos judeus dizendo: todo homem, exceto os descendentes da carne de Abraão, andam numa vã aparência. Se tivessem o cuidado de observar que as Escrituras protestavam que todo homem amontoam riquezas e não sabem quem as levará, deveriam inquirir por que existiam tantos pobres.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Apocalipse 22






E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.
E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.
E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.
E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar.
E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.
E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.
Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.
Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.
Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.
Apocalipse 22:1-21




Números 24

Vendo Balaão que bem parecia aos olhos do SENHOR que abençoasse a Israel, não se foi esta vez como antes ao encontro dos encantamentos; mas voltou o seu rosto para o deserto.
E, levantando Balaão os seus olhos, e vendo a Israel, que estava acampado segundo as suas tribos, veio sobre ele o Espírito de Deus.
E proferiu a sua parábola, e disse: Fala, Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;
Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, o que vê a visão do Todo-Poderoso; que cai, e se lhe abrem os olhos:
Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó, as tuas moradas, ó Israel!
Como ribeiros se estendem, como jardins à beira dos rios; como árvores de sândalo o SENHOR os plantou, como cedros junto às águas;
De seus baldes manarão águas, e a sua semente estará em muitas águas; e o seu rei se erguerá mais do que Agague, e o seu reino será exaltado.
Deus o tirou do Egito; as suas forças são como as do boi selvagem; consumirá as nações, seus inimigos, e quebrará seus ossos, e com as suas setas os atravessará.
Encurvou-se, deitou-se como leão, e como leoa; quem o despertará? benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem.
Então a ira de Balaque se acendeu contra Balaão, e bateu ele as suas palmas; e Balaque disse a Balaão: Para amaldiçoar os meus inimigos te tenho chamado; porém agora já três vezes os abençoaste inteiramente.
Agora, pois, foge para o teu lugar; eu tinha dito que te honraria grandemente; mas eis que o SENHOR te privou desta honra.
Então Balaão disse a Balaque: Não falei eu também aos teus mensageiros, que me enviaste, dizendo:
Ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não poderia ir além da ordem do SENHOR, fazendo bem ou mal de meu próprio coração; o que o SENHOR falar, isso falarei eu?
Agora, pois, eis que me vou ao meu povo; vem, avisar-te-ei do que este povo fará ao teu povo nos últimos dias.
Então proferiu a sua parábola, e disse: Fala Balaão, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;
Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos.
Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete.
E Edom será uma possessão, e Seir, seus inimigos, também será uma possessão; pois Israel fará proezas.
E dominará um de Jacó, e matará os que restam das cidades.
E vendo os amalequitas, proferiu a sua parábola, e disse: Amaleque é a primeira das nações; porém o seu fim será a destruição.
E vendo os quenitas, proferiu a sua parábola, e disse: Firme está a tua habitação, e puseste o teu ninho na penha.
Todavia o quenita será consumido, até que Assur te leve por prisioneiro.
E, proferindo ainda a sua parábola, disse: Ai, quem viverá, quando Deus fizer isto?
E as naus virão das costas de Quitim e afligirão a Assur; também afligirão a Éber; que também será para destruição.
Então Balaão levantou-se, e se foi, e voltou ao seu lugar, e também Balaque se foi pelo seu caminho.
Números 24:1-25

sábado, 20 de abril de 2013

CIÊNCIA, MILAGRES, COISA NA BÍBLIA


A ciência moderna não invalida a Bíblia?





Sua pergunta:
Nossa resposta: Talvez, para a surpresa de muitos, mas não para a de todos, a ciência geralmente corrobora com o que está registrado nas Escritura. Consideremos alguns exemplos:
A Ciência e a Bíblia: Espécies reproduzindo as mesmas espécies
A Bíblia diz que Deus criou tudo de acordo com sua própria espécie (Gênesis 1). Bem, isso é também o que a ciência nos mostra. Não podemos encontrar fósseis que mostrem uma transição de espécie para espécie porque não há nenhum (para saber mais veja “Porque os Elos Perdidos Ainda Estão Perdidos”). A ciência mostra adaptações dentro das espécies (micro-evolução), mas não transição evolucionária, transição de uma espécie a outra (macro-evolução). Nisso ela concorda com a Bíblia.
A Ciência e a Bíblia: Reprodução humana
Muitas pessoas acham um absurdo que toda a raça humana possa ter vindo de apenas duas pessoas (Adão e Eva). No entanto, a ciência se baseia no que podemos observar, testar. A reprodução humana é observável, testável. Um homem e uma mulher podem produzir uma terceira pessoa, e assim por diante, por um período de tempo, até que se chegue a uma população maior; a ciência corrobora com isso. Nenhum outro tipo de geração de população humana foi observado e testado pela ciência.
A Ciência e a Bíblia: Germes
As pessoas não entendiam a natureza biológica dos germes relativamente até os últimos séculos. Mesmo assim, nas leis da limpeza e de comida no Velho Testamento, tem-se um conhecimento da presença de germes. Mas essas instruções de Deus foram dadas milhares de anos antes que o homem sequer entendesse como germes eram transmitidos, ou mesmo o que eram.
A Ciência e a Bíblia: Forma da terra e ordem do universo
A Bíblia falou da “circunferência da terra” muito antes de Galileu, quando homens pensavam que a terra era chata. E antes que o homem entendesse de astronomia, a Bíblia disse que Deus tinha fixado as estrelas no céu, mantendo-as em seu lugar. Hoje nós diríamos que o que faz isso é a gravidade, mas, novamente, Deus chega na nossa frente. Foi Deus quem colocou as forças no lugar, quem deu ordem ao universo. E nós  chegamos a observar essa ordem e entender as forças. Foi esta pressuposição (um universo dirigido por Deus) que foi o ponto científico de partida para muitos grandes cientistas (Isaac Newton, por exemplo).
As forças e a ordem são observáveis, mas quem as gerou? Hoje cientistas estão buscando uma teoria de um grande campo unificado…a cola que une a teoria quântica e astrofísica sob uma força/teoria. Considere que o próprio Deus seja o campo unificado que eles estão buscando. È o próprio Deus que decide o funcionamento das coisas, diferentemente, tanto no nível astronômico como no microscópio. Tamanho é relativo e irrelevante. As coisas deveriam funcionar da mesma forma tanto no nível astronômico como no microscópio, mas não funcionam. Portanto, o que vemos são cientistas confusos tentando fazer com que as coisas façam sentido, porque Deus não é o ponto de partida deles. Mesmo se uma força que pode explicar as coisas é descoberta (como a gravidade), uma pergunta ainda permanece, como esta força chegou lá?
A Ciência e a Bíblia: Conclusão
O ponto é, se a Bíblia mostra um entendimento da medicina e ciência que precede o entendimento humano das próprias medicina e ciência, então só podemos concluir que há uma mente lá fora que está bem a frente de nós. Ao invés de tentar explicá-lo o tempo todo, a conclusão mais coerente seria reconhecer seu grande desenho e criatividade. Se Ele está lá e é real, não podemos destroná-lo. Ele está no controle e nada pode mudar isso. Descobertas científicas são meramente sistemas de observação, entendimento e uso do que Deus já projetou. Teorias tentando desacreditar a existência de Deus (como evolução de espécies a novas espécies, como uma tentativa de explicar a vida sem Deus) são meramente rastros que nos levam a perguntas sem respostas, como: “Por que então os registros de fósseis não mostram espécies transicionais? Por que não reconhecer o nosso Criador?” O que Deus nos disse na Bíblia sobre si mesmo, nosso mundo e nosso propósito é um grande ponto de partida para entender essa vida.